Crônica do Cão Perdido

Na minha jornada na Oceania com sobrinhos e prima, estávamos indo para a “City”, em Sydney, na estação de trem Lewishan, quando nos deparamos com um cão perdido, parecia um pitbull!

Meus sobrinhos tentaram trazê-lo para junto de nós, para evitar um acidente.

Fizeram de tudo, comprometendo nosso horário, para conquistar o “animalzinho” e… nada.

O trem chegou a parar mais tempo na estação por conta do bichinho nos trilhos.

Eu, na minha incredulidade, pensava: isso não vai dar certo…

Minha prima, incomodada e visivelmente preocupada, chegou a pedir ajuda aos céus.

Por fim, comunicaram a polícia local.

Eu, cética em relação a uma solução feliz para o tal caso e, de certa forma, até insensível ao sofrimento do cão, de seus donos e dos meus familiares,

permaneci ali tentando dar algum incrédulo apoio.

Foi então que o cão se assustou.

Bateu em retirada pelos trilhos e pelas ruas,

sendo atropelado, mas fora do nosso alcance.

Daí, fiquei mais e mais incrédula em relação ao desfecho do dito episódio.

Ao final, todos inconsoláveis, entraram no trem

para nosso passeio turístico, Museu Australiano de Arte, afinal estávamos de férias.

Nos dias que se seguiram, minha prima, pesarosa, insistia em falar do tal animal, e eu continuava pensando que não havia esperança para ele.

Dias depois, meus sobrinhos, indo para a academia,

quem encontraram?

O cachorro, todo feliz com os seus donos, que contaram que ele havia sido resgatado pela polícia intacto e que, através do chip de uso obrigatório em Sydney, foram localizados.

Disseram que ele não havia fugido, ele queria simplesmente voltar para a sua cidade, temendo que seus donos, em férias, o tivessem abandonado.

Fiquei então pensando, refletindo e aprendendo… existem… “coincidências”, vibrações do bem, conexão do universo, pessoas generosas e, lógico,

            Finais Felizes.

Avatar de Lúcia Fenelon

Lúcia Fenelon

Médica cardiologista, poetisa, observadora de pássaros e da natureza🌷🦆

Todos os Poemas