O número Sete nunca me fascinou, seu símbolo retilíneo, sem muita arte…
Houve época em que usávamos um tracinho horizontal para diferenciá-lo do número um.
Mas, um dia, encontrei uma amiga e colega médica que me falou sobre os setênios, seus ciclos e sua magia em nossas vidas.
Daí, como acontece, fiquei focada no sete.
Pensando nele noite e dia,
E veio uma avalanche de setes com significados incríveis. A começar pela criação do mundo, em sete dias; passando por Noé e sua arca com sete casais de cada espécie; e com Platão, relacionando-o à reflexão e à alma do mundo.
Os sete sentidos do corpo,
Os sete dias da semana que passam num piscar de olhos.
Vieram, então, os sete véus, as sete saias, os sete continentes e os Sete Mares. Lindos e fascinantes!
E o arco-íris? Esse esplêndido, com suas sete cores e luzes no céu e o pote de ouro: pura magia!
Agora, incomparáveis são as sete notas musicais, das quais nascem as canções que preenchem nossas vidas.
Sem esquecer os sete chakras e suas energias essenciais.
As sete maravilhas, os sete pulinhos em ondas e até… no paraíso, encontrei sete anjos aos pés do trono do Criador.
Já o carneiro é o sete no jogo do bicho; e nas histórias infantis temos os sete anões e Branca de Neve; e nas histórias para adultos…
Ah… essa arranca até suspiros: Sete Homens e um Destino…
Na numerologia é reverenciado, um chamado para a espiritualidade e autenticidade.
Mas, nem tudo é bonança: existe sete anos de vacas gordas seguidos de sete anos de magras, como aconteceu no Egito; os Sete Pecados Capitais; os sete Horcruxes do bruxinho mais famoso do mundo e os temidos sete palmos de terra.
Tem as sete vidas, o que não deixa de ser uma vantagem, e também a segurança do que se guarda a sete chaves.
E o amor?
São sete, em grego, juntos e misturados: Philia, Eros, Storge, Philautia, Ludus, Pragma e o maior de todos, o Ágape, incondicional e altruísta, o de maior vibração, o que leva o humano em nós à sua essência e à sua verdadeira paz.
Bom, esse é o 7. Qual será o próximo número?
