Um dia, a luz veio conversar.
Agucei os ouvidos, mas não escutei sua voz, voz de luz…
Os olhos se fecharam em reflexo, não suportaram sua intensidade.
Estendi a mão para senti-la: era fria e quente.
Provei; minhas papilas gustativas estranharam.
Cheirei; no nariz… nada.
Equilibrei-me; pus meus pés na terra, propriocepção total… sem conexão… ainda sem sinal.
Desatino de anos e de sentidos. Como conversar com ela, a luz?
Enfim, silenciei todos os sentidos
e entendi: tenho alma, alma de luz.
Outra dimensão…
Acessá-la… no silêncio do ser… e,
surpreendentemente, conecto-me, escuto, cheiro, provo e toco a luz na sua dimensão, e aprendo que a luz conversa com a alma e não com o corpo.
Um dia, Luz e Alma!
